Villa Lusitano - romana de Santa Vitória do Ameixial - Estremoz

Localizada numa colina relativamente acentuada, esta "villa" "lusitano-romana" terá sido construída entre finais do século I a. C. e inícios do IV d. C.  Delimitada por um sólido muro de "opus incertum" (alvenaria), a "villa" era constituída por diversas estruturas tradicionalmente presentes neste género de edificação romana. Assim, além da imprescindível habitação dos proprietários, localizavam-se neste conjunto toda uma outra série de pequenas edificações destinadas, quer à habitabilidade dos próprios serviçais, como às actividades naturalmente promovidas no âmbito de uma "villa". Não obstante, esta estrutura habitacional e agrícola destaca-se sobretudo pela presença de testemunhos matéricos de um notório passado faustoso, evidenciado nos diversos mosaicos - nomeadamente na parte do peristilo que chegou até aos nossos dias, de motivos predominantemente geométricos, assim como nas esculturas em mármore e pinturas murais que decoravam parte significativa de todo este complexo, onde os banhos ocupavam, sem dúvida, um lugar de destaque, como, aliás, sucedia noutras "villas" localizadas ao longo do nosso país. Na verdade, o conjunto de mosaicos encontrados neste sítio arqueológico é um dos mais notáveis do nosso país, para cujas temáticas predominantes alguns investigadores parecem encontrar paralelos nos pertencentes à "villa" de Torre de Palma, embora sublinhando a qualidade de execução visivelmente superior destes últimos. No entanto, fazia parte dos mosaicos encontrados em Santa Vitória do Ameixial o denominado "Mosaico de Ulisses", actualmente no Museu de Arqueologia Nacional. Entretanto, foi com vista à valorização e apresentação deste Sítio Arqueológico que se procedeu à conservação e restauro do único mosaico que se encontra "in situ", ao mesmo tempo que se projectou a construção de uma cobertura de protecção, a sinalização do percurso de visita e a criação de um espaço de acolhimento dos visitantes.

Localização: Santa Vitória do Ameixial - Estremoz.


Textos retirados do site www.ippar.pt